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O que são agentes de IA? Definição e componentes

Um agente de IA é um sistema que usa um modelo de linguagem para entender pedidos, consultar informações, decidir o próximo passo e agir dentro de limites definidos. Entenda os componentes e o que muda em relação a um chatbot.

Guia5 min de leituraPublicado em

Um agente de IA é um sistema de software que usa um modelo de linguagem para entender o que uma pessoa pede, buscar as informações necessárias, decidir o próximo passo e agir dentro de limites definidos por quem o configurou. Em atendimento, isso significa conversar com um cliente, responder com base no que a empresa sabe, manter o contexto ao longo da conversa e transferir para uma pessoa quando o caso sai do escopo.

A definição importa porque o termo é usado para coisas muito diferentes. Um menu de opções no WhatsApp não é um agente. Um modelo que responde qualquer pergunta sem saber nada sobre a empresa também não é. O que caracteriza um agente é a combinação de quatro componentes.

Os quatro componentes de um agente de IA

1. Modelo de linguagem

É o componente que interpreta a mensagem do cliente e escreve a resposta. Ele lida com variações de escrita, erros de digitação, perguntas em sequência e mudanças de assunto sem precisar de um roteiro fixo. Sozinho, porém, o modelo não sabe nada sobre a empresa, os produtos ou as políticas de atendimento.

2. Instruções (objetivo, tom de voz e limites)

As instruções dizem ao modelo o que ele é, para que serve, como deve falar e o que não deve fazer. Um bom conjunto de instruções define, por exemplo, que o agente atende a clínica X, fala de forma acolhedora, agenda consultas, não dá diagnósticos e transfere para a recepção quando alguém pede para falar com uma pessoa. Na Cavori, a Vori monta essa configuração a partir de uma descrição em linguagem simples, e a pessoa revisa antes de publicar.

3. Base de conhecimento

É o conjunto de informações da empresa que o agente consulta ao responder: serviços, preços quando fizer sentido, horários, políticas, perguntas frequentes. A técnica que conecta a base ao modelo é o RAG (retrieval-augmented generation): antes de responder, o sistema recupera os trechos mais relevantes e os entrega ao modelo junto com a pergunta. Isso reduz respostas inventadas e permite atualizar o agente sem treinar nada. Explicamos o mecanismo em como funciona RAG em agentes de IA.

4. Ações e limites

Um agente age: registra um interesse, encaminha para uma pessoa, marca a conversa como resolvida. Cada ação tem limites explícitos. A mais importante em atendimento é a transferência para humano, descrita em o que é human handoff. Sem esse limite, o agente tenta resolver tudo e erra justamente nos casos mais delicados.

O que muda em relação a um chatbot

Um chatbot tradicional segue um fluxo: menu, opção, submenu, resposta pronta. Ele funciona bem para pedidos previsíveis e falha quando a pessoa escreve fora do esperado. Um agente de IA interpreta o pedido, procura a informação e formula a resposta. Ele lida com perguntas que ninguém previu, mas exige base de conhecimento, testes e limites para não responder errado com confiança. A comparação detalhada está em chatbot vs agente de IA.

Como um agente de IA funciona em uma conversa

  1. O cliente envia uma mensagem pelo WhatsApp.
  2. O sistema recupera o histórico da conversa e os trechos relevantes da base de conhecimento.
  3. O modelo recebe as instruções, o histórico, os trechos e a mensagem, e gera uma resposta.
  4. Antes de enviar, o sistema verifica se a resposta cabe nos limites (por exemplo, se o cliente pediu uma pessoa, a conversa é transferida em vez de respondida).
  5. A resposta é enviada e o histórico é atualizado, para que a próxima mensagem tenha contexto.

Esse ciclo se repete a cada mensagem. O contexto é o que permite ao agente entender "e o outro plano?" depois de ter falado de um plano específico.

Para que servem agentes de IA em atendimento

  • Atendimento e SAC: responder dúvidas frequentes na hora, inclusive fora do horário da equipe.
  • Suporte: orientar o cliente com o contexto do produto ou serviço, e escalar o que não consegue resolver.
  • Vendas: qualificar contatos, explicar serviços e passar para uma pessoa quando o interesse é real.

A página IA para atendimento detalha cada um desses usos.

Limitações que um agente de IA não elimina

  • Ele responde a partir do que está na base de conhecimento. Se a informação não existe ou está desatualizada, a resposta será incompleta ou errada.
  • Ele pode gerar respostas plausíveis e falsas se não tiver limites claros e informação suficiente. Veja como evitar alucinações.
  • Ele não substitui uma pessoa em casos sensíveis, reclamações complexas ou negociações. A transferência para humano é parte do desenho, não uma falha.
  • Ele precisa ser testado antes de ir ao ar e acompanhado depois, porque o que os clientes perguntam muda.

Como a Cavori implementa agentes de IA

A Cavori é uma plataforma de agentes de IA na qual cada agente tem instruções montadas com a ajuda da Vori, uma base de conhecimento própria da empresa, um simulador para testar as respostas antes de publicar e a transferência para uma pessoa da equipe com o histórico completo. O canal disponível hoje é o WhatsApp. Agências e consultorias usam a mesma plataforma para operar agentes de vários clientes, cada um em um espaço separado. A página agentes de IA descreve como esses componentes se combinam.

Crie um agente de IA e teste antes de publicar.

Na Cavori você descreve o atendimento, monta a base de conhecimento, testa no simulador e publica no WhatsApp com a equipe no controle.

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